terça-feira, 26 de novembro de 2013

A ida com volta

Estou viajando de férias para o Brasil, onde vou passar pouco mais de um mês. A felicidade custa caber. Mas não é apenas por causa dos reencontros, embora pensar neles me cause uma sensação tão maravilhosa. O que eu quero dizer é que este foi um ano muito incrível e que essa alegria de agora é também fruto de tudo o que vivi longe de "casa". Foram experiências tremendamente humanas, intensas, carregadas de conflitos e ao mesmo tempo fortalecedoras.

Não posso dizer ainda que estou totalmente integrado à cultura da Alemanha. Enfim, é um processo, eu acho. Só que me sinto mais disposto a passar por ele (continuar, aliás). E 2014 há de ser melhor.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Do 8 ao 80

Um cérebro em 3D a partir de um órgão conservado na parafina...


A comemoração dos 30 anos de carreira do cantor Lenine...





segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Estar longe

Estar longe definitivamente não é confortável. Eu queria que fosse. Mas por que deveria ser?

Assisti a um vídeo dia desses em que uma filósofa criticava com bastante força os idealistas. Disse que o ideal faz da nossa vida um inferno. Era uma fala inspirada em Nietzsche. E quer saber? Ela está certa (ou não?).

A gente busca uma perfeição que nunca consegue alcançar e esquece de exercer o instante. E mais do que isso. Esquece de considerar o poder da circunstância e de Deus sobre o rumo das coisas, embora os intelectuais detestem atribuir a Deus essa responsabilidade.


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O melhor e o pior

A Alemanha tem me revelado o pior e o melhor de muitas coisas. Ao mesmo tempo que os trens são eficientes, eles também atrasam. Ao mesmo tempo que os alemães são geniais em organização, se você arrasta a bandeja pra o lado dois centímetros o mundo desaba. Ao mesmo tempo que vêm deles tanto conhecimento, a grosseria (que uns chamam de objetividade) mostra um aspecto endurecido da cultura.

Mas não. Eu não queria falar nada disso. Quando me referi a pior e melhor é porque hoje, por acaso, meus pais e minha irmã foram embora da primeira visita que fizeram juntos à Europa. Foi um sonho  e, por razões óbvias (vida segue), teve que acabar. Muito bom e muito ruim, não é?



Quando cheguei em casa, depois de ter deixado eles na estação, ainda estava no ar o cheiro da comida da minha mãe. As roupas estendidas no banheiro não tinham secado. Ela me deixou três travesseiros novos.

Parece que eu vejo a casa cheia. Eu, sozinho, não preencho espaço nenhum. Só que Deus sabe que vai valer a pena esperar o tempo dar um jeito em tudo.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

No "espaço"

video

Gravando matéria para a Deutsche Welle dentro de uma nave no Centro Aeroespacial Alemão, em Colônia.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Os 13 anos

A sala de concerto de Colônia (Kölner Philharmonie) tem o piano que aos 13 anos quis ganhar, um Steinway de cauda inteira. Curiosamente, olhei pra ele com o mesmo sonho de antes. Embora ainda seja só um sonho, nunca deixei de ser pianista. Essa é a verdade. De tempos em tempos adormeço e acordo a vontade de ler uma partitura outra vez. Acho que não me esqueci de nada. Não, eu não me esqueci. Nem das notas, nem da pessoa que me ensinou a ser mais sensível: Graça Cunha, a melhor professora.

Não me esqueço dela sentada na poltrona da recepção do Conservatório, tarde da noite, passando a mão no cachorro e me pedindo desculpas por um dia cansativo de ensaio. "Não queria me irritar. É que eu quero que você seja melhor".

Graça era enérgica, mas foi justamente a pessoa que talvez de forma inconsciente tenha me feito aprender a ser desafiado por mim mesmo e pelos outros. A arte, pra ela, não deveria enxergar limite. A vida também não.

E cá estou eu, ainda com a imagem daquele teto de girassol, daquelas vigas douradas, cheias de luz, como toda a Philharmonie.

O pianista da noite interpretou Debussy e Brahms. Gosto dos dois. Eles têm canções melódicas, românticas. Quem não precisa disso pra viver?


sábado, 1 de junho de 2013

... 2

E então fizeram um nó na garganta difícil de desatar. Com um lenço bem grosso, colorido, pra todo mundo ver.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

...

Ainda vai demorar a esquentar. Mas por que o coração arde? Saudade...

sábado, 25 de maio de 2013

Londres e o amor

Quando eu desci do trem na estação internacional de Londres, uma banda cercada por uma plateia tímida tocava alguma música romântica. Não consigo me lembrar do nome. Do som e das palavras, ao contrário, não vou me esquecer tão cedo.

A letra, como tantas outras, falava de amor. De um amor que não enxerga fronteiras, não tem limite e enfrenta o mundo sem qualquer defesa. Seria inocência demais acreditar nisso? Ou estupidez dizer que as pessoas já não são capazes de sentimentos tão puros e tão fortes?

Sinceramente, eu prefiro ter a esperança de que há uma vida limpa pra ser vivida. E que, um dia quem sabe, as pessoas vão entender que amor é um só (é de quem ama).

O que ainda me entristeceu é que, depois, parei em frente ao prédio onde está o Big Ben e me dei conta de que o tempo é cada vez mais cruel. Uma manhã inteira tinha ido embora de repente.
Percebi que não vai dar pra esperar todos compreenderem esses detalhes, essas verdades (se é que existem verdades). Não vai dar pra esperar todos aceitarem as diferenças. Senão, a gente acaba passando anos numa causa perdida, embora tenha uma força enorme pra ganhar.

Deus queira que o ser humano se liberte da ignorância de achar que o amor só existe na forma que ele acha que conhece.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Londres

Primeira impressão? Um caos organizado e bem charmoso. Cheguei por volta de nove da manhã, andei o dia inteiro e estou meio cansado para definir melhor. Depois escrevo mais.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A primeira vez na Bélgica

A primeira cidade que visitei na Bélgica foi Oostende, com vista para o Atlântico e onde sombrinha e cadeira se resumem a uma "casinha" de tábua. É nesse "caixote" aí (foto) que as pessoas fogem do sol e descansam. Não sei se é desse jeito em todas as praias da Europa. Vai saber. Fato é que matei a saudade do mar.
Oostende fica a mais ou menos 30 quilômetros de Bruges, um lugarzinho medieval, charmoso e absurdamente turístico.

Lá tem um passeio de barco, uma volta de carruagem e várias lojas de chocolate, uma mais cara e mais indecente do que a outra. As construções são de uma arquitetura bem particular também. Mas não quero, em hipótese alguma, dizer que Bruges é apenas uma síntese tão mixuruca dessas que eu acabei de fazer. O negócio é que a experiência foi tão maior e tão mágica que não posso estragar a minha lembrança com um texto curto.

Por falar nisso, não vou esquecer de uma das dúvidas enquanto andava pela "Idade Média": a língua (uns falam francês, outros holandês, outros alemão). Pedi explicação ao recepcionista do hotel e ele me deu: "temos três idiomas oficiais: no norte é o holandês (Dutch), no meio é o alemão (Deutsch) e no sul o francês (Français).

No caso de Bruges, a língua padrão é o holandês, para a minha tristeza. O bom é que o inglês ainda é uma alternativa universal de comunicação. Viva!!!!...

terça-feira, 14 de maio de 2013

Vésperas

Não posso dizer que tenho sofrido, nem que tem sido dramática a experiência na Alemanha. Comecei a encarar a cultura de longe, perceber e levar os detalhes como coisas que vão passar (ensinar) e que, de certa forma, não me pertencem. Além do mais, minha cabeça agora está envolvida com duas viagens: Bruges, na Bélgica (sábado - 18/05) e Londres (20/05).

domingo, 5 de maio de 2013

Rhein in Flammen (Reno em "chamas")

Todo ano, ao que parece, as cidades às margens do rio Reno, aqui na Alemanha, comemoram a chegada da temporada primavera/verão com um show de fogos de artifício. Ontem foi o de Bonn. Bem bonito por sinal, com parque de diversões, comidas típicas e ainda ao ritmo das sinfonias de Beethoven. Muita gente foi até o parque Rheinaue. Quase não sobrou espaço no gramado. Maravilha.

Aí, o que aconteceu? Na volta pra casa, os metrôs ficaram entupidos! Vinham de dois em dois minutos, mas lotados sempre e, quem estava dentro, nem conseguia se mexer. Viu? Não é só de Brasil que vive o caos...

 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

O piano

Enquanto tomava café, ouvi uma música que me acalmou. E eu fechei os olhos pra me sentir menino outra vez, no teatro, cheio de sonhos, expectativas. Como era bom sorrir pra vida, mesmo que o riso me causasse ainda mais sofrimento.

http://www.youtube.com/watch?v=XR-Y9iWZurI

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A primavera

Acordei espirrando. O dia seguiu do mesmo jeito. Dizem que é porque tem muito pólen no ar. Efeitos da primavera. Vai saber. Se for mesmo, não estou me importando muito não. Compensa. A paisagem melhorou, o clima nem se fala, tem mais sol e o humor é outro! Só sorriso no rosto. Heheheh...

domingo, 14 de abril de 2013

"Arrumação"

Terminei de desfazer as malas e me perguntei se está tudo mesmo no lugar aqui em casa. O que eu vejo está sim. O que eu não vejo a vida desarrumou. Desarrumou completamente. Mas decidi que cada canto revirado vai se ajeitar. Só é preciso paciência. Estou vivendo a felicidade que sonhei, afinal. O tempo não ía ser tão cruel de me roubar as outras ciosas que demorei tanto pra conquistar e que me são tão importantes.

Bom, vou tentar dormir. A noite chegou não faz muito tempo. O sol brilhou até quase nove e hoje a cabeça ferve de imagens. Sinto o cheiro da merenda da escola, da rua da minha infância, do travesseiro do quarto da minha irmã. Vejo a calçada trincada que eu subi pra estudar, o fogão da roça, enfim, o início desse futuro. E agora, diante dele, tenho mais é que agradecer, respirar fundo e entender que não é possível parar a história num capítulo, não é? É com muita saudade que eu viro a página.




Abraços!!!!


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Futurando 29

Foi ao ar o Futurando 29, magazine semanal de ciência, tecnologia e meio ambiente da Deutsche Welle. Fiquei feliz de fazer parte dele!

http://www.dw.de/not%C3%ADcias/futurando/s-31715

segunda-feira, 18 de março de 2013

Voltando?

Faltam poucos dias pra eu voltar pra casa. Voltar não. Passar por lá e depois vir pra Alemanha outra vez. Fato é que deu uma sensação esquisita de ter duas vidas. Uma que eu sempre vivi, uma que eu ainda quero viver. Enfim... Tenho tantas perguntas sem respostas. Mas preciso experimentar a diferença e deixar cair as amarras. Aí vou eu, Brasil!!!!! 

sábado, 9 de março de 2013

A chuva de inverno

Acordei com um barulho gostoso na janela. Choveu durante toda a manhã, depois de uma semana amena e com dias de sol. Paciência. O tempo fechou outra vez.

domingo, 3 de março de 2013

O valor da palavra

Se tem uma coisa que o alemão honra é a palavra. Se ele diz que faz, ele faz. Se ele diz que manda, ele manda.

Liguei na quinta-feira (28/02) pra assessoria do zoológico de Colônia pra fazer uma matéria sobre o Parque dos Elefantes e a moça perguntou educadamente o meu endereço. É porque no sistema online ela não conseguia encontrar as informações que eu queria.



Dois dias depois chegou a correspondência com um conteúdo SUPER detalhado, cheio de fotografias e contatos. Era "obrigação" dela como profissional. Sei disso. Mas tem tanta gente ruim de jogo por aí que um serviço bem feito merece foto.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A "primeira matéria"

http://www.dw.de/nova-lei-diminuiu-ado%C3%A7%C3%A3o-de-crian%C3%A7as-brasileiras-por-estrangeiros/a-16632147

A conta

Depois de ler pelo menos algumas dezenas de posts em outros blogs sobre a burocracia para abrir uma conta de banco aqui na Alemanha pensei: "meu Deus, era só o que me faltava".

Bom, talvez tenha sido sorte, talvez tenha sido o "bom dia" do "alemãozinho" que me atendeu. Vai saber. Mas eu virei cliente do Postbank em menos de meia hora!

Apresentei minha autorização de residência, minha inscrição de endereço na prefeitura, passaporte e pronto. Duas perguntas ali, três aqui e fechamos. Amém!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Pagando... e pagando...

É... Acho que a vida de "gente grande" deve ter começado. Não paro de pagar contas, taxas, etc. Pra tudo aqui eles arrumam um preço! A única coisa pela qual, na prática, eu não paguei até agora, foi pela minha carteira de trabalho eletrônica. O serviço foi rápido no Finanzamt (Departamento Financeiro da cidade, uma espécie de Secretaria da Fazenda). Em menos de cinco minutos sai de lá com um papel que, disse a Frau "alguma coisa" (sempre tem uma Frau na história), era o que eu tinha ido buscar.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A primeira pauta


Terminamos de editar hoje o primeiro VT que fiz com um colega jornalista aqui na Alemanha. É sobre pesquisadores da universidade de Bonn que descobriram uma proteína capaz de ativar e acelerar a inflamação no cérebro de quem tem Alzheimer. Pode ser a chave para a cura. Mas tudo ainda está numa fase bem inicial.

A matéria deu um "trabalhão". Entrevistar no exterior não é exatamente como eu imaginava. A língua é uma barreira sim. Só que não dá pra gente ignorar a cultura. E a cultura, na minha opinião, propõe um desafio muito maior ao repórter do que simplesmente saber como se comunicar em alemão ou inglês (ou sei lá em qual outro idioma). Uma hora dessas eu explico melhor. Abraços!!!

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Mais um dia

O tempo começou passando devagar. Eu estava tão apegado às coisas que me deixavam triste que mal conseguia me sentir estimulado com o que podia me fazer bem. Agora não. Estou me aproximando de um ponto de equilíbrio.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O carnaval de Colônia


O Brasil foi tema do carnaval de Colônia deste ano. Mas não dei muita sorte. Cheguei atrasado pra ver o desfile desta segunda-feira (11/02). Paciência.

De toda forma, a festa estava muito bonita. Muita gente se divertiu em frente à catedral. Outras ficaram nos camarotes, que dão pra pista por onde passam os carrinhos cheios de gente jogando bala e bombom.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

O carnaval da DW


Por algumas horas e durante um dia, a DW de certa forma para pra festejar o carnaval (sempre na sexta-feira que emenda o fim de semana).

Os funcionários vão até o saguão de entrada, onde assistem a diversas apresentações. Quase todo mundo se fantasia, inclusive os diretores. Cerveja e comida são de graça. Mas como eu já tinha almoçado quando fui ver um pouquinho da movimentação, "roubei" só um "berliner", um tipo de "sonho" recheado de geleia.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O carnaval

O carnaval de Colõnia é bem famoso e estou pertinho dele (a menos de meia hora de trem). Mas como já conheço os carros alegóricos que jogam bombons e balas pra o povo fantasiado (é assim a festa na Alemanha), vou viajar. Acho que para a Bélgica. Logo logo dou notícias e fotografo tudo!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Projeto

A DW está com um projeto para contar histórias de judeus alemãos que se refugiaram em outros países mundo afora. No link está Portugal.

http://www.dw.de/not%C3%ADcias/portugal/s-32216

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

GV

Ah, hoje não tenho nada demais pra escrever. Gostaria mesmo é só de deixar os meus parabéns pra minha cidade tão querida: Governador Valadares. Apesar da nossa relação de amor e ódio, não posso negar que ter sido arrancado das minhas raízes me fez dar mais valor a elas.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Vídeo

Fiz um vídeo pra página da DW. É sobre uma igreja que virou condomínio. E condomínio, aliás, de luxo. Quem quiser dá uma conferida lá depois.

http://www.dw.de/notícias/s-7111

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A espera

Não conheço muitas pessoas que gostam de esperar. Esperar é difícil, tortura, mistura, amassa e confunde também. Mas é necessário. Às vezes, simplesmente é necessário.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Reciclando

Juntamos as garrafas usadas nas três últimas semanas e não é que deu um dinheirinho? A máquina "engole" tudo, devolve um ticket (um vale) e, pronto! É só gastar no supermercado! No nosso caso todo o "lixo" rendeu dez euros. Conseguimos comprar até muita coisa.

TV

Vou começar com o pessoal da TV. Muito feliz. Eu adoro. Oportunidade ótima!

domingo, 20 de janeiro de 2013

A reportagem no exterior

Jornalista precisa confessar, pelo menos quando vai dormir, que o exercício da profissão requer humanidade. Não importa onde, nem quando.

Não estou falando de ficar com "dozinha" de ninguém. Estou falando de alcançar o outro sem ofender (necessariamente), sem criar clima de "quero uma resposta e você precisa me dar porque fui muito inteligente ao descobrir 'sei-lá-o-quê'". Bobagem. As pessoas não são idiotas e jornalismo não é brilhante porque ofende ou ironiza. O jornalismo brilhante, pra mim, é o que informa.

O "estrangeiro"

Abri parênteses porque a experiência no exterior tem me deixado convencido de que o caminho pra conseguir o que se quer, longe da "zona de conforto" dos parceiros do interior, é admitir que se está no marco zero! Sim, aqui na Deutsche Welle voltei ao marco zero da profissão. Não tenho contatos, não tenho amigos, não tenho o básico pra uma matéria: informação. E aí?

E aí que na minha primeira semana sugeri uma reportagem sobre a queda no número de adoções internacionais por conta do arrocho das leis brasileirras. Sugeri ainda sem a consciência de que não sabia o que fazer pra escrever. Mas a ideia veio de uma conversa com uma amiga e me senti na obrigação de abri-la com meus novos colegas de trabalho. Eles gostaram. Com uma ressalva: "Maurício, nunca tratamos desse assunto aqui. Você vai ter de correr atrás".

O primeiro passo

"Correr atrás"... "correr atrás"...

No mesmo dia entrei na página do governo brasileiro. Os dados estavam lá. Atualizados. A minha suposição não era suposição. Era um fato. Não só os europeus não adotam mais no Brasil com tanta frequência, como a maior parte dos países da zona do Euro e também dos Estados Unidos desistiram de nós. Por quê?

Fiz a pergunta para o pessoal de Brasília e me disseram que as mudanças na legislação interferiram nas estatísticas. Mandei o mesmo questionamento para o Escritório Federal de Adoção na Alemanha e a resposta foi a mesma: "o Brasil prefere que as crianças fiquem no país delas e apenas colocam para adoção meninos e meninas acima de dois anos de idade". Os alemães e seus vizinhos preferem bebês.

Excelente, não? A reportagem estava quase saindo...

Quase saindo? Não... Não estava. Ainda precisava de um especialista que me informasse sobre as alterações da lei e algum casal estrangeiro que tivesse adotado pra me contar como foi tudo, o motivo de ir tão longe...

Bom, especialista consegui sem tantos transtornos, já o casal...

O personagem

Com relação ao casal, eu dependia da justiça brasileira me passar telefones, emails, etc. Eis o problema. Os processos ficam sob segredo. Ninguém se atreve a falar (claro). Tentei na Vara da Infância e Juventude, no Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA), no Conselho Tutelar. Liguei pra tudo que é canto e nada!

Então eu soube, durante a apuração, que agora o Brasil exige que os países interessados se apresentem para início da adoção como pessoa jurídica, ou seja, com o nome de uma entidade local, lá da terra deles (um abrigo, uma casa de apoio, por exemplo). O governo me passou essa lista de associações. O conteúdo é público.

Disparei email pra inúmeros lugares e recebi respostas questionando o tema, o meu interesse. Apenas um italiano resolveu me ajudar. Um! E aqui gostaria de registrar que foi o grande momento.

...

Trocamos emails por praticamente uma semana. Ele não confiou em mim de primeira. O medo era de que o meu objetivo fosse expor os casais, as crianças e criticar a adoção internacional. Quem sou eu pra fazer uma coisa dessas?

Com muita conversa, um pouco de sensibilidade e paciência, chegamos à conclusão de que o importante seria contar uma boa história. E ela será contada, se Deus quiser. Vou entrevistar dois italianos que adotaram dois gêmeos no estado do Mato Grosso do Sul, em julho de 2010, e aos 12 anos de idade!

O resultado

Aqui retorno ao que disse no primeiro parágrafo do post. É preciso entender o tempo dos outros, a realidade que não se mostra, até a palavra que não é dita. A confiança que depositam na gente é resultado da nossa humanidade também. E aqui, do outro lado do mundo, cada passo, mesmo pequeno, significa um avanço enorme.

Estou realizado como profissional e vou ficar mais ainda quando a reportagem for publicada. Aguardem!


sábado, 19 de janeiro de 2013

Um brinde!

O sábado foi um dia surpreendente e, por isso, a gente brindou. Apesar do frio, do atendimento péssimo durante o almoço, do metrô estragado em Colônia, conhecemos uma brasileira super gentil no trem. E uma nova amizade é sempre motivo de festa.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Menos tempo


E então, no curso da história, nesta sexta-feira, 18 de janeiro de 2013, terminou a terceira semana na Deutsche Welle. Bonn está cheia de neve e, graças a Deus, eu cheguei em casa feliz de ter vencido mais um dia.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Neve outra vez...


O novo

Quando a gente entra num lugar novo dá uma expectativa de que muitas coisas novas vão acontecer, não é? Sensação boa...

Hoje foi assim. Visitamos o novo "news room" onde vai ficar a redação brasileira da Deutsche Welle. É um lugar amplo, com várias "baias". Bem iluminado e aparentemente confortável. A mudança vai ser feita na próxima semana. "Vamo" que "vamo"...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O "novo" texto

É verdade que já trabalhei com texto de internet. Mas também é verdade que cada veículo tem seu jeito de fazer jornalismo online. Principalmente jornalismo internacional.

Na Deutsche Welle, por exemplo, existem algumas regras específicas dentro do sistema de postagem de notícias. Devagar estou aprendendo. Escrevendo mais e com menos erros. É sempre a intenção, afinal. Evoluir! Ainda vou detalhar o assunto num outro post.

No mais, a neve ameaçou chegar hoje. Mas nem "tchum". Veio só um pouquinho.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Colônia

Fim de semana é pra quê? Pra ir a Colonia ver gente, loja, andar, comer, curtir... e folgar!!!! Explosão de felicidade!!!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O sol!


O dia foi assim, lindo, frio, mas de muito sol... E lá se foram duas longas semanas.

Bonn

Hoje me inscrevi na prefeitura de Bonn. Ganhei tickets para entrar em todos os museus da cidade, fazer passeios. Muito bom!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

DW

Os dias aqui na Deutsche Welle tem sido de muito aprendizado. No vídeo estou dividindo com vocês um pedacinho do meu novo local de trabalho.

O OFF

 
Esta semana matei a saudade de televisão um pouquinho. Narrei uma matéria pra o "Futurando", um programa semanal da Deutsche Welle. E também umas sonoras. 

O cansaço

Não estou cansado. O título não quer dizer necessariamente isso. Mas é verdade que esses dias mais curtos, essas manhãs geladas, enfim, o clima de uma forma geral deixa a gente com a sensação de sobrecarga. Não tenho demorado mais do que vinte minutos pra dormir quando me deito. No Brasil, sempre rolava na cama um pouco, assistia TV, lia... Vai entender...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Desculpas

O vídeo da Deutsche Welle vem amanhã pessoal. A internet está bem lenta. Desculpa.

VT

Enquanto vinha pra o trabalho, hoje de manhã, gravei um vídeo mostrando um pouco da Deutsche Welle. Mais tarde posto aqui no blog. É curtinho, mas dá pra ter uma ideia da estrutura da emissora.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A segunda matéria

O link é do meu segundo texto de adaptação. Tudo novo pra mim. Estou tentando melhorar.
http://www.dw.de/governo-da-venezuela-diz-que-não-há-vazio-de-poder-no-país/a-16505585

-1

Quatro graus foi a temperatura de hoje de manhã aqui em Bonn. Sensação térmica, claro, diferente: -1. Bem frio. A previsão pra o fim de semana é de neve. A coisa vai piorar...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A primeira matéria...

O trabalho aqui na Deutsche Welle começou com algumas adaptações de notícias de agências e também publicações estrangeiras de modo geral. O link abaixo é o acesso a minha primeira matéria adaptada. "MC" é de Mauricio Cancilieri... rsrsrs...

http://www.dw.de/eua-rejeitam-solução-de-assad-para-conflito-na-síria/a-16503041

A segunda-feira...

Segunda-feira é igual em qualquer lugar, vamos combinar, não é? Foi difícil pra levantar, foi difícil pra me mexer, foi difícil pra começar. Mas não tenho muita escolha. Estou com textos de notícias internacionais pra adaptar e é pra hoje!... Amanhã melhora... Amanhã é terça... rs...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Fim de semana

Fim de semana é pra eu aproveitar. Não tenho que cumprir expediente. Quem é jornalista de redação sabe o quanto isso é um alívio!!! Mal estou cabendo em mim de tanta felicidade de não trabalhar sábado e domingo. Plantão? Nããããão...

Portanto, vou para Colônia passear. Inteh!

O segundo dia

Do lugar onde estou morando até a Deutsche Welle gasto menos de dez minutos a pé. Muito bom. Evita atrasos. Hoje é o segundo dia de estágio e consegui chegar no horário marcado. Daqui a pouco pego alguma pauta pra fazer.

A boa notícia é que estarei de folga aos fins de semana!!!! Woooooow!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O primeiro dia

O primeiro dia na Deutsche Welle foi de muito aprendizado. Fiz um treinamento para mexer no sistema da DW (publicação de notícias, arquivos, áudio, vídeo, etc). Conheci também a redação brasileira, claro. O pessoal é muito animado! Bom saber que tem um pedacinho da minha "casa" aqui.

Vou trabalhar ao lado de um jornalista de São Paulo. Vamos dividir a sala. Que Deus nos abençoe!


Abraços!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O começo

Todo começo é difícil. É o que dizem e não vou me atrever a discordar. Mas uma notícia me animou, até espantou de certa forma a tristeza da saudade. O primeiro dia na Deutsche Welle será de um curso de Open Media. Deu ansiedade! Vamos esperar pra ver. Por enquanto estamos na arrumação da casa, das malas, compras, etc. À propósito, o almoço de hoje foi Currywurst (salsicha com ketchup picante e curry), Schnitzel (carne empanada) e arroz.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

...

Estou a caminho de Bonn, onde outro ciclo começa. Ás 10h de quinta-feira (03/01/2013) me encontro com a chefe da redação brasileira da Deutsche Welle.